Bolo da Nini e da Nês

Mais vezes do que gostaríamos somos forçados a despedir-nos de pessoas de quem gostamos...o momento da despedida nunca é fácil, mas acho que devemos preservar o momento, porque nem sempre temos a oportunidade de nos despedir. Custa sempre, vêm as lágrimas que tentamos reprimir, lembramos os momentos em que nos rimos ou em que bastou aquele olhar para dizer tudo...mas pelo menos pudémos despedir-nos. E, acima de tudo, podemos fazer tudo para que seja um até já e não um adeus. 
Nas despedidas, como em muitos outros momentos, gosto de dar o melhor de mim para que quem parte fique com uma última memória positiva e permaneça a vontade de voltar sempre que possível. 
Para esta despedida fiz um bolo de maçã e canela. Esta combinação faz-me sempre lembrar o quentinho e o conforto, tudo o que se associa a uma boa amizade. Então, juntei 3 canecas de farinha, 2 de açúcar amarelo, 1 de óleo 4 ovos, 3 maçãs e 1 colher de sopa de canela. As maçãs cortadas em cubos para se sentirem na massa. E vai tudo ao forno, a casa fica cheia daquele belíssimo cheiro da canela. 
No dia seguinte partilha-se em equipa e fica este até já a duas pessoas fantásticas cujo riso fica para sempre no eco da casa que tanto tempo partilhámos. 

Panados camponeses com Cuscuz

Adoro e sempre adorei o clássico panado...ovo e pão ralado em carne bem temperada e já está! E temos uma refeição deliciosa. De vez em quando, no entanto, sabe bem inovar! Então, para fazer estes panados usei bifes de perú temperados com limão e sal. Depois passeio-os por ovo e por pão ralado misturado com alho em pó e coentros picados. Depois fritei os bifes em óleo bem quente. 
Para acompanhar, cuscuz com pimentos fritos em azeite ao qual acrescentei uma pitada de caril e açafrão. Finalmente, depois de envolver o molho no cuscuz já cozido piquei alguns coentros. 
Os panados ficam perfumados e aromáticos, o que retira o sabor enjoativo do frito. Fica a sugestão de inovação! 


Bacalhau com Espírito

O bacalhau faz parte do espírito da nossa gastronomia. Desta vez decidi experimentar bacalhau espiritual! Já tinha provado, mas nunca tinha feito. Felizmente, correu bem! 

E para fazer esta maravilha, faz-se como??? É trabalhoso, mas não demasiado complexo. Como em todos estes pratos começa-se por cozer o bacalhau. Enquanto ele coze aproveita-se para ralar uma cenoura (pode pôr-se mais, mas fica mais doce), uma cebola e dois dentes de alho. Quando está tudo, o bacalhau também deve estar cozido...a não ser que esteja algum chef profissional a ler isto e que saiba cortar uma cebola em segundos. Retira-se o bacalhau e limpa-se de peles e espinhas. Os legumes são salteados num pouco de margarina ou azeite e quando estão dourados acrescenta-se o bacalhau. 
Em seguida faz-se o béchamel. Farinha (100g) e margarina (60g) e 3 dl de leite. Quando o béchamel está pronto acrescentam-se 3 gemas e 3 claras batidas em castelo. Envolve-se a mistura de bacalhau e legumes no molho e leva-se a mistura ao forno polvilhada com queijo. 
Depois inspira-se o espírito que o prato nos dá e fica-se com a alma maior!

Uma grande fatia de chocolate

Para um apreciador de chocolate basta ouvir falar de bolo de chocolate para ficar entusiasmado...para um viciado em chocolate acho que ouvir falar de bolo de mousse de chocolate é mais apropriado! E foi isso que fiz ontem. Olhem só! 


E então, o que é isto??? É um bolo de chocolate, recheado e coberto com mousse de chocolate. O bolo é feito com cacau e fica bem escuro e quase amargo (apesar do muito açúcar que contém!) e casa na perfeição com o doce da mousse. A receita pode ser encontrada numa edição recente da Continente Magazine. É uma nuvem densa e apaixonante de chocolate...uma satisfaz para um mês! Mas depois fica o resto a rir-se no frigorífico e vai desaparecendo devagar! 

Licor de Chocolate

Quando vi esta receita imaginei imediatamente a hipótese de a concretizar...a ideia de uma bebida licorosa de chocolate agradou-me. Eu gosto muito de licores em geral e de chocolate nem se fala! Ainda por cima, este é um licor que não necessita de envelhecer nem macerar. Fica pronto num dia, ou melhor numa hora!
Para o fazer basta ferver 200ml de água, com 200g de açúcar e 4 colheres de sopa de cacau em pó. Deixa-se arrefecer esta mistura e leva-se ao liquidificador com 1 lata de leite condensado e 300ml de rum. 
Quando se bebe o primeiro que se sente é o aroma de chocolate e doçura, ao beber esta também é a primeira coisa que se sente...depois vem uma onda quente provocada pelo rum. Acho que vou fazer muito disto pela vida fora!


A minha Saltimboca alla Romana

Provei esta delícia da gastronomia romana na sua cidade natal. Vai, para sempre, fazer-me lembrar do jantar de comemoração do meu segundo aniversário de namoro e uma viagem maravilhosa. E hoje, talvez para comemorar as minhas férias e para celebrar mais uma vez o meu amor decidi tentar recriar o prato...mas com um toque de sabor português. 
Usei bifes de vaca bem fininhos e, com o auxílio de um palito prendi-lhes uma fatia de presunto e uma folha de louro (na receita original é salvia, mas não se consegue encontrar com facilidade). Fritei os bifes em azeite bem quente com três dentes de alho esmagados e temperei com sal. Quando os bifes estavam prontos, retirei do lume e, na gordura, desfiz um caldo de carne. Refresquei com um pouco de cerveja e acrescentei um pouco de polpa de tomate, apenas para dar corpo ao molho. 
A massa era taglietelli fresca e foi cozida e depois salteada em azeite e tomilho. 
O único cuidado que recomendo mesmo o sal...com o presunto, pode ficar exagerado! 


Portugalidade

Para mim, há poucas coisas que digam Portugal como a nossa gastronomia. E há poucas coisas na nossa gastronomia que sejam melhores do que polvo à Lagareiro. Para este almoço fiz com pota, porque é mais rápido e mais acessível. E para acompanhar uns grelos salteados em azeite e alho, com um toque de queijo ralado. 
Para a preparação da pota propriamente dita, cozi em água abundante com uma cebola, 2 cravinhos e um pouco de sal. No fim de estar cozida coloquei no forno com as batatas cortadas em cubos já cozidas. Cobri com bastante azeite e juntei 3 alhos esmagados. Quando saiu do forno polvilhei com salsa bem picada e um toque de vinagre. 
E, por todos os dias em que possamos ficar desiludidos com o nosso país, com a nossa seleção, com os nossos políticos teremos sempre a nossa comida! E essa dá-nos sempre muitos momentos de pura alegria!