Bacalhau com Espírito

O bacalhau faz parte do espírito da nossa gastronomia. Desta vez decidi experimentar bacalhau espiritual! Já tinha provado, mas nunca tinha feito. Felizmente, correu bem! 

E para fazer esta maravilha, faz-se como??? É trabalhoso, mas não demasiado complexo. Como em todos estes pratos começa-se por cozer o bacalhau. Enquanto ele coze aproveita-se para ralar uma cenoura (pode pôr-se mais, mas fica mais doce), uma cebola e dois dentes de alho. Quando está tudo, o bacalhau também deve estar cozido...a não ser que esteja algum chef profissional a ler isto e que saiba cortar uma cebola em segundos. Retira-se o bacalhau e limpa-se de peles e espinhas. Os legumes são salteados num pouco de margarina ou azeite e quando estão dourados acrescenta-se o bacalhau. 
Em seguida faz-se o béchamel. Farinha (100g) e margarina (60g) e 3 dl de leite. Quando o béchamel está pronto acrescentam-se 3 gemas e 3 claras batidas em castelo. Envolve-se a mistura de bacalhau e legumes no molho e leva-se a mistura ao forno polvilhada com queijo. 
Depois inspira-se o espírito que o prato nos dá e fica-se com a alma maior!

Uma grande fatia de chocolate

Para um apreciador de chocolate basta ouvir falar de bolo de chocolate para ficar entusiasmado...para um viciado em chocolate acho que ouvir falar de bolo de mousse de chocolate é mais apropriado! E foi isso que fiz ontem. Olhem só! 


E então, o que é isto??? É um bolo de chocolate, recheado e coberto com mousse de chocolate. O bolo é feito com cacau e fica bem escuro e quase amargo (apesar do muito açúcar que contém!) e casa na perfeição com o doce da mousse. A receita pode ser encontrada numa edição recente da Continente Magazine. É uma nuvem densa e apaixonante de chocolate...uma satisfaz para um mês! Mas depois fica o resto a rir-se no frigorífico e vai desaparecendo devagar! 

Licor de Chocolate

Quando vi esta receita imaginei imediatamente a hipótese de a concretizar...a ideia de uma bebida licorosa de chocolate agradou-me. Eu gosto muito de licores em geral e de chocolate nem se fala! Ainda por cima, este é um licor que não necessita de envelhecer nem macerar. Fica pronto num dia, ou melhor numa hora!
Para o fazer basta ferver 200ml de água, com 200g de açúcar e 4 colheres de sopa de cacau em pó. Deixa-se arrefecer esta mistura e leva-se ao liquidificador com 1 lata de leite condensado e 300ml de rum. 
Quando se bebe o primeiro que se sente é o aroma de chocolate e doçura, ao beber esta também é a primeira coisa que se sente...depois vem uma onda quente provocada pelo rum. Acho que vou fazer muito disto pela vida fora!


A minha Saltimboca alla Romana

Provei esta delícia da gastronomia romana na sua cidade natal. Vai, para sempre, fazer-me lembrar do jantar de comemoração do meu segundo aniversário de namoro e uma viagem maravilhosa. E hoje, talvez para comemorar as minhas férias e para celebrar mais uma vez o meu amor decidi tentar recriar o prato...mas com um toque de sabor português. 
Usei bifes de vaca bem fininhos e, com o auxílio de um palito prendi-lhes uma fatia de presunto e uma folha de louro (na receita original é salvia, mas não se consegue encontrar com facilidade). Fritei os bifes em azeite bem quente com três dentes de alho esmagados e temperei com sal. Quando os bifes estavam prontos, retirei do lume e, na gordura, desfiz um caldo de carne. Refresquei com um pouco de cerveja e acrescentei um pouco de polpa de tomate, apenas para dar corpo ao molho. 
A massa era taglietelli fresca e foi cozida e depois salteada em azeite e tomilho. 
O único cuidado que recomendo mesmo o sal...com o presunto, pode ficar exagerado! 


Portugalidade

Para mim, há poucas coisas que digam Portugal como a nossa gastronomia. E há poucas coisas na nossa gastronomia que sejam melhores do que polvo à Lagareiro. Para este almoço fiz com pota, porque é mais rápido e mais acessível. E para acompanhar uns grelos salteados em azeite e alho, com um toque de queijo ralado. 
Para a preparação da pota propriamente dita, cozi em água abundante com uma cebola, 2 cravinhos e um pouco de sal. No fim de estar cozida coloquei no forno com as batatas cortadas em cubos já cozidas. Cobri com bastante azeite e juntei 3 alhos esmagados. Quando saiu do forno polvilhei com salsa bem picada e um toque de vinagre. 
E, por todos os dias em que possamos ficar desiludidos com o nosso país, com a nossa seleção, com os nossos políticos teremos sempre a nossa comida! E essa dá-nos sempre muitos momentos de pura alegria!


Lulas guisadas com Feijão

Isto no fundo era para ser uma feijoada de lulas, mas fui traída pelas proporções e fiquei com lulas a mais e feijão a menos para que se pudesse chamar assim. Ainda assim, acho que qualquer pessoa que me tenha conhecido em criança e tivesse ouvido a história interminável de como eu não gostava de feijão porque era demasiado "paposo" por dentro ficaria surpreendido com esta escolha. Mas pronto, o tempo passa e como fui criada na filosofia de "ou comes isso ou não há mais nada!", habituei-me e até já nem me importo de comer. 
Para chegar ao resultado final, refoguei uma cebola em azeite e acrescentei-lhe dois cenouras cortadas em cubos. À parte, fiz uma chávena de caldo de marisco e fui regando os legumes para que tivessem caldo para cozer (evito ao máximo usar vinho). Limpei e cortei as lulas em pedaços e acrescentei-as aos legumes e reguei com o restante caldo e um pouco de polpa de tomate. Temperei com sal e piri-piri e deixei cozinhar. Quando as lulas já estavam quase totalmente cozinhadas acrescentei uma lata grande de feijão encarnado. E deixei com apurasse um pouco. Servi acompanhado com arroz branco e foi mais um belo jantar! 






Cuscuz de frango

Agora sim, um verdadeiro aproveitamento...ainda da festa, sobrou algum frango assado. Para não passarmos 1 semana a repetir a mesma refeição, optou-se por congelar uma parte para comer mais tarde. Mais tarde foi esta semana. E o que outrora fora um frango assado transformou-se nisto: 

                           

Uma massa fofa e extremamente aromatizada, com topping de coentros que nunca ficam mal em lado nenhum! O melhor de tudo é que como a proteína já estava cozinhada, este jantar demorou menos de 15 min a fazer e deu muito pouco trabalho. Refoguei uma cebola numa quantidade generosa de azeite e acresecentei-lhe depois o frango já desfiado. Mexi bem para ligar tudo e temperei com manjericão, noz moscada e açafrão. Depois juntei 5 folhas de hortelã e um caldo de galinha e reguei com água. Quando a água ferveu juntei-lhe o cuscuz, que acabou de cozinhar neste caldo aromatizado. Depois fui tomar um duche enquanto o jantar acabava de cozinhar sem qualquer intervenção humana. Fantástico, não é?!