Terra-mar reinventado

Na zona onde vivo é bastante comum ver os sabores da terra e do mar combinados numa única de travessa...mariscos e carne grelhados a compor uma união perfeita de sabores. Coisa que também sai muito cara em quase todos os restaurantes da região. 
Decidi reinventar este prato e fazê-lo de uma forma só minha, para um jantar a dois. Saiu então bife de vaca com risotto de camarão. 
A grande ciência disto era fazer o risotto...óbvio! Depois de ler algumas receitas fiz uma coisa inteiramente à minha maneira. Usei miolo de camarão congelado e optei por cozê-lo na água que serviria de caldo para o risotto, com um pouco de caldo de camarão da knorr. Depois do camarão estar cozido fui acrescentando o caldo ao arroz que já tinha sido frito juntamente com a cebola, o alho e o azeite. Quando o arroz já estava perto de estar cozido fritei o camarão num pouco de azeite, com pimenta, e acrescentei-o ao risotto. 
Estando o risotto quase terminado fritei os bifes, apenas com sal e pimenta, na mesma gordura em que já tinha frito os camarões. 
Um jantar de harmonia entre a terra e o mar, acompanhado de um belíssimo Periquita tinto!


Tamboril em cama de puré de batata e espinafres

Em mais uma das minhas extensas incursões por revistas de culinária encontrei esta receita. Já a tinha experimentado, mas ainda não tinha partilhado e já não é exatamente como a receita original...claro! 
Primeiro fiz o puré de batata. Mas daquele feito com batatas a sério! Costumo finalizar o puré com manteiga, noz moscada e pimenta...ontem acrescentei também um pouco de alho em pó para lhe dar um sabor extra. Também queria que combinasse com os espinafres, que depois de cozidos foram salteados em azeite e alho. 
A preparação do peixe é fácil. A primeira vez que fiz esta receita descobri que já se vende tamboril congelado e cortado em cubos. Depois de estar descongelado, o peixe é cozinhado num refogado de azeite e cebola cortada em rodelas e em tomate cortado em pedaços. 
No fim de todos os elementos estarem cozinhados basta apenas fazer a apresentação do prato e colocar no forno apenas por uns minutos. 
Et voilá! Um almoço que deu algum trabalho e sujou muita loiça, mas que deu para relaxar a mente! 


Viagem gastronómica

Viajar pode ter muitos propósitos...férias, negócios, fugas, aquisição de conhecimento. Mas cada viagem pode trazer-nos um bocadinho de cada coisa, muitas vezes mais do que esperávamos à partida. 
Hoje escrevo para falar da minha recente viagem a Itália. Para quem tem um blog sobre comida, é impossível não partilhar o que experienciou da gastronomia daquele país. Quando se parte para Itália sabe-se que se vai encontrar um país cheio de história e de coisas bonitas para ver, mas também se espera encontrar comida deliciosa. E não é que é tudo verdade! 
As pizzas feitas com legumes frescos, os melhores enchidos e queijos...as massas frescas acompanhadas de ingredientes que não vêm da lata e sabem a verdade...os doces que se derretem na boca e deixam pura felicidade no nosso espírito...até o vinho, suave e delicioso como sempre se imagina. 
Deixo só algumas fotos para abrir o apetite!




Tudo delicioso! 

Cogumelos recheados

Já era um plano antigo, e nunca concretizado até hoje. Mas ontem encontrei uns cogumelos frescos grandes que permitiam a concretização do projeto, e então hoje para entrada houve mesmo cogumelos recheados. 
A questão é recheados com quê?? Pode-se fazer o recheio com qualquer coisa que se tenha no frigorífico, desde que os sabores combinem minimamente...eu usei couve roxa picada, pimento, carne picada, cenoura ralada e os pés dos cogumelos. Depois de misturar tudo levei ao lume, temperei com sal e pimenta e acrescentei-lhe um pouco de vinagre balsâmico. 
Depois de feito o recheio, coloquei em cima dos cogumelos e levei ao forno. Ficou bastante rico, com sabor forte e muito colorido! Gostei! 


Bacalhau Primavera

Hoje acordei cedo a ouvir a chuva a bater na janela, e eu estava quentinha na cama e olhei para o lado e vi o meu amor e inspiração para todos os meus cozinhados e pensei que já sentia mesmo falta deste tempo. 
Depois saí, e estava uma temperatura estranha e vento e molhei-me e lembrei-me que em todas as estações há lados negativos. Então, apeteceu-me trazer um pouco de primavera para este outono. Na verdade, já estava pensado fazer esta receita, isto tudo só tornou a escolha mais adequada. 
O bacalhau foi cozido em água com sal e um ramo de coentros. Depois desfiado para envolver em cebolas, alho e cenouras raladas e coentros picados refogados em azeite. Envolvi batata palha e um molho bechamel feito com leite e maisena. 
Depois de tudo envolvido vai ao forno polvilhado com pão ralado e retira-se quando já está douradinho. 
É um prato quentinho para um dia chuvoso, mas tem sabor e cor de prato primaveril!


Sopa de Outono

Chegou o Outono, e por muitas saudades que possamos ter do Verão e dos seus dias quentes em que só apetece comer uma salada fresca, estes dias que começam a pedir um casaco em que já apetece uma bela sopa também têm o seu valor.
 Para mim o Outono é bom pelas cores e por trazer consigo os sabores ricos das castanhas ou das romãs. Hoje não usei nada disso...fiz um creme de cogumelos, de sabor rico, de aspeto menos bom. Se me mandassem comer esta sopa sem a cheirar, ou sem saber o que estava lá dentro, confesso que ficaria na dúvida. Mas a nuvem de cheiro a cogumelos que invade a cozinha torna inevitável provar. 
E este creme de cogumelos é simples e rápido de fazer...3 batatas, 1 cebola, 1 alho francês, 2 dentes de alho e 500g de cogumelos frescos. Tudo dentro de uma panela de água a cozer por 20 minutos e já está! Tritura-se e serve-se. 
Hoje, e para deixar um pé na frescura do verão, servi com coentros picados. Dá uma frescura no sabor e melhora um pouco o aspeto! Para acompanhar, só um excelente vinho tinto português! 


Bolo de Amoras Silvestres

Continuando a saga das amoras...fiz um bolo de amoras. Um bolo em camadas de pão de ló e um creme de amoras e natas, com pouquíssimo açúcar. 
Um pequeno segredo...o bolo, ou melhor as camadas de bolo, foi de compra. Há alturas em que temos de cozinhar debaixo da pressão do relógio e não lhe conseguimos escapar. Com compromissos que vêm atrás, e pessoas a chegar pouco mais à frente, por vezes temos que encontrar atalhos e este é um que já usei no passado e, como até gostei, vou continuar a usar. Existem no mercado camadas de bolo já embaladas que servem bem o propósito quando estamos a fazer um bolo em camadas com creme. O sabor que vai sempre predominar é o do creme e as que costumo usar são bastante fofas e não prejudicam em nada o resultado final. Caseiro seria melhor???  Claro, mas a pressa é inimiga da perfeição! E depois o segredo está mesmo no creme!
E para fazer o creme batem-se 2 pacotes de natas em neve bem firme. As natas devem estar sempre bem geladas para se conseguirem bater. Por isso deixei-as no congelador uns 15 minutos e gostei desta nova técnica (coisas que se vão aprendendo com quem também escreve sobre cozinha!). Antes disso, já tinha colocado ao lume cerca de 0.5kg de amoras com 2 colheres de açúcar até fazer um xarope. Quando as amoras já estiverem cozinhadas é só triturar com a varinha mágica. Deixei arrefecer um pouco o doce das amoras e depois juntei às natas. Depois foi só montar o bolo em camadas e barrá-lo por fora. Decorei com algumas amoras inteiras e acho que nunca me senti tão orgulhosa de um bolo feito por mim!