Apple pie

Na culinária internacional existem opções de tarde de maçã para quase todos os gostos...à excepção das pessoas que não gostam de maçã; mas também seria estúpido presumir que existisse uma opção para esses. Existe a opção mais europeia de base baixa e mais simplificada e depois existe a opção mais americana em que a maçã é o recheio de algo que se parece com um pastel gigante e que se presta a muitas lembranças daqueles que cresceram na geração American Pie!
Eu fui para aquilo que eu diria ser uma versão mais inglesa...europeia pela massa baixa e crocante e inglesa em específico porque a maçã estava parcialmente coberta por uma espécie de crumble de que eu gosto particularmente. 
A massa era massa quebrada de compra (porque eu até posso ter tempo, mas não tenho grande jeito para preparar massas), coberta por maçã reineta cortada em gomos finos que vai ao lume com açúcar louro e canela e depois é coberta por um crumble simples de manteiga, açúcar e farinha. 
Vai tudo para o forno e pronto. Não é bom para todos os gostos..mas eu até gostei. Talvez fiquem alterações a fazer para a próxima vez. 


Risoto tropical

O risoto é uma tela em branco só à espera de ser preenchida. E pode-se acrescentar de tudo!...carne, marisco, ervas aromáticas, frutas! Desta vez decidi fazer uma coisa mais a atirar para o exótico e com a leveza da fruta. E para isso juntei ao arroz arbóreo ananás cortado em pedaços e bacon (para mim, uma combinação fantástica com o ananás). Para intensificar os sabores, o ananás foi caramelizado com açúcar amarelo e noz moscada e o caldo de cozer o arroz foi 1 l de água com caldo de carne onde foi cozido o bacon. No fim, não podia faltar o queijo e claro...uns coentros para aumentar a frescura! Et voilá...um jantar fácil, rápido e muito bom! 


Tarte da D. Celina

Novas receitas aparecem no nosso caminho de diversas formas. Umas vezes recorremos a livros, revistas e à internet, outras vezes idealizamos sozinhos o que desejamos fazer ou então encontramos alguém que também gosta de cozinhar e tem um monte de receitas que gosta de partilhar. Eu vou partilhando as minhas aqui, mas muitas vezes a partilha cara a cara é muito mais interessante. 
No meu trabalho cruzo-me com muitas pessoas e hoje escrevo-vos sobre uma receita que me foi dada por uma dessas pessoas. Uma tarte que nos trouxe para alegrar um longo dia de trabalho e como gostei muito pedi que deixasse a receita. E ela deixou! 
Uma tarte de leite condensado...base de bolachas e manteiga, recheio de leite condensado e gemas com umas gotinhas de limão e com um topo de merengue bem douradinho. Bastante doce! Bastante boa! Vou fazê-la muitas vezes e nunca me vou esquecer de quem me deu a receita! 

Bubbling with ideas!

Naqueles dias em que o trabalho é longo demais, muitas vezes falta a inspiração para quase tudo. A inspiração para cozinhar, para mim, é das primeiras a desaparecer...conceptualizar o que se vai fazer torna-se uma tarefa complicada e acaba invariavelmente com  pergunta: "Amor, o que vamos fazer para o comer??". E quando se juntam duas cabeças a pensar lá se pensa em alguma coisa...
Mas depois vêm os dias de descanso,e  parece que toda a inspiração volta! Só o facto de o despertador não tocar antes das 7 e de nos podermos demorar um pouco mais na cama e no sossego permitindo o descanso do corpo e da mente faz borbulhar as ideias. 
Hoje fui para a cozinha ao som de Simon & Garfunkel e ao som desta música de melodias leves e mensagens fortes tentei produzir um prato de peixe que da mesma forma fosse leve, porque é Verão, mas de marcas fortes. Saiu então um prato de lombos de salmão com aveludado de lima, acompanhado de um simples arroz basmati aromatizado com lima. Parece complexo??! Nada! Mais uma vez, os lombos só fritos em bom azeite português depois de temperados com sal, pimenta e alho em pó e depois reservados para fazer o molho. Usando a gordura onde havia sido frito o peixe, juntei um pouco de manteiga e o sumo de uma lima e deixei apurar um pouco. Depois juntei um pacote de natas e liguei o molho com um pouco de leite e maizena. 
Ao servir reguei o salmão com o molho e polvilhei com umas raspas de lima que dão em cada dentada uma mão cheia do seu sabor cítrico. 
Foi usada a palavra delicioso para descrever o almoço e o sorriso na minha cara não podia ser maior! 

Aproveitamentos

E quando fazemos uma refeição e sobra qualquer coisa?? E depois olhamos para o frigorífico e vemos aquilo ali...não é muita quantidade, não dá para uma grande refeição, mas também é mal empregue ir para o lixo...nessa altura é necessário reinventar. 
Depois do frango com cuzcuz, sobrou imenso cuzcuz...o suficiente para outra refeição, mas difícil de aproveitar. O cuzcuz tem que ser feito com alguma coisa que lhe dê sabor, de contrário é apenas uma massa sem sabor. Então, reinventei o meu cuzcuz com um molho de azeite, açafrão, caril e pimento em pedacinhos. Envolvi bem na massa e fiquei com uma acompanhamento bem oriental para a coisa mais portuguesa que há: bacalhau cozido! Como não sou grande fã de bacalhau simples em posta, lasquei duas postas de bacalhau e reguei-as com bastante azeite e alho picado. E quando Portugal se juntou ao oriente aconteceu uma refeição deliciosa! 


Sabores distintos

Este prato traz um novo jogo de contrastes...o agridoce! É uma receita de frango que retirei de uma revista e adaptei. Na sua versão original era uma coisa muito gourmet com alperces secos e tudo. Achei que era um pouco demais...elaborado demais, extravagante demais. Então fiquei-me por preparar o frango e juntar-lhe um belíssimo cuzcuz. 
E então este frango leva o quê?! Bem, o frango é alourado em margarina e caramelizado com açúcar louro, depois de ter estado a marinar com sumo de lima, canela, açafrão e alho em pó. Depois retira-se do lume e na mesma frigideira, com um pouco mais de margarina aloura-se uma cebola cortada em rodelas e um alho francês cortado da mesma forma. Junta-se um pouco da marinada do frango e 1.5dl de caldo de galinha e deixa-se cozinhar até os legumes amolecerem. Depois um pouco de polpa de tomate e é só deitar por cima do frango e pôr no forno até a pele do frango estar mesmo a estalar e o frango estar totalmente cozinhado. 
O acompanhamento de cuzcuz assenta que nem uma luva porque traz textura e tem um sabor neutro que não entra em conflito com o sabor forte do frango...nunca se quer que a comida ande à bulha dentro do prato! 
Um prato um pouco mais complexo, para um belo jantar a dois! 



Pota à minha Moda

Vou começar este post por explicar o seu final...vão encontrá-lo categorizado como "Peixe", e passo a explicar que, para mim, são coisas que vêm do mar. Eu sei que do mar podem vir peixes, moluscos, bivalves e outras coisas mas para simplificar irá entrar tudo na mesma categoria. 
Passando agora a esta experiência em particular, foi uma pequena invenção muito baseada na tradicional salada de polvo. Tinha tentáculos de pota para fazer e resolvi prepará-los para o almoço de ontem. Cozi a pota (temperada com sal e com alguns cravinhos da índia para dar sabor) e cozi algumas batatas cortadas em cubos. Há que dizer que preparar pota, ou polvo, é sempre um trabalho de paciência porque demora sempre pelo menos uma hora até estar tenro o suficiente para comer. 
Passada essa hora a ouvir boa música e a dançar de forma ridícula pela cozinha enquanto picava uma cebola e uns dentes de alho, cortei a pota em rodelas e juntei-a aos restantes ingredientes. Reguei abundantemente com azeite e foi aí que percebi que aquilo não estaria muito balanceado, ia ficar demasiado forte com tanta cebola e alho. Então, lembrei-me que havia pimento no frigorífico e cortei meio pimento verde em pedaços pequenos para um toque de sabor fresco e de alguma cor! E lá foi tudo para dentro do forno só para apurar sabores e ganhar aquela textura crocante. 
Só uma nota: nunca tentei temperar uma coisa destas com sal refinado só porque se acabou o grosso...não tenham preguiça e vão à loja! Eu fui e depois tivemos que temperar no prato!