Pota à minha Moda

Vou começar este post por explicar o seu final...vão encontrá-lo categorizado como "Peixe", e passo a explicar que, para mim, são coisas que vêm do mar. Eu sei que do mar podem vir peixes, moluscos, bivalves e outras coisas mas para simplificar irá entrar tudo na mesma categoria. 
Passando agora a esta experiência em particular, foi uma pequena invenção muito baseada na tradicional salada de polvo. Tinha tentáculos de pota para fazer e resolvi prepará-los para o almoço de ontem. Cozi a pota (temperada com sal e com alguns cravinhos da índia para dar sabor) e cozi algumas batatas cortadas em cubos. Há que dizer que preparar pota, ou polvo, é sempre um trabalho de paciência porque demora sempre pelo menos uma hora até estar tenro o suficiente para comer. 
Passada essa hora a ouvir boa música e a dançar de forma ridícula pela cozinha enquanto picava uma cebola e uns dentes de alho, cortei a pota em rodelas e juntei-a aos restantes ingredientes. Reguei abundantemente com azeite e foi aí que percebi que aquilo não estaria muito balanceado, ia ficar demasiado forte com tanta cebola e alho. Então, lembrei-me que havia pimento no frigorífico e cortei meio pimento verde em pedaços pequenos para um toque de sabor fresco e de alguma cor! E lá foi tudo para dentro do forno só para apurar sabores e ganhar aquela textura crocante. 
Só uma nota: nunca tentei temperar uma coisa destas com sal refinado só porque se acabou o grosso...não tenham preguiça e vão à loja! Eu fui e depois tivemos que temperar no prato! 



Inovação

Por muito que se aprecie a tradição e os pratos que são mais próximos da nossa cultura, de vez em quando sabe bem inovar e introduzir na nossa alimentação pratos de outras culturas. E hoje isso até é mais fácil de fazer do que noutras alturas. Eu ainda sou do tempo em que as pessoas tinham volumes e volumes de livros de culinária dos quais retiravam 20% de coisas que lhes interessavam e os restantes 80% eram simplesmente coisas que nunca chegariam a fazer. Hoje, quando nos apetece inovar basta fazer uma pesquisa pela internet e facilmente chegamos a algo que nos pareça interessante. Até já existem ferramentas na internet que nos permitem introduzir os ingredientes que temos disponíveis e nos aparecem algumas sugestões possíveis para o jantar. 
Ora há umas semanas estava às compras com o meu namorado e surgiu a ideia de um risotto. Pequeno frio na barriga, aquela insegurança de quem vai fazer alguma coisa pela primeira vez. Ainda por cima, há anos que oiço dizer que um risotto é um prato de dificuldade elevada. Mas depois pensei que seguramente já tinha feito coisas mais difíceis e que se corresse mal teríamos sempre rissóis no congelador! Fiz um risotto de frango com cogumelos. Para variar um pouco procurei a receita e segui-a mesmo à risca, todos os passos. Não sabia exactamente onde poderia inovar. Nunca provei outros risottos, mas sei dizer que gostei muito deste e não fui só eu! Foi um óptimo mote para um jantar romântico. E no fim de estar feito já me estava a pôr a pensar o que teria feito de diferente! Para a próxima lá se vai parte da receita para recriação! 


Doçaria tradicional portuguesa

Como todos devem saber, muita da doçaria tradicional portuguesa tem origem conventual. Na sua grande maioria tratam-se de receitas seculares criadas por monges e freiras e que utilizam um número bastante limitado de ingredientes. Por aquilo que já li, a doçaria conventual era confecionada com os ingredientes que estavam à disposição dos religiosos nos mosteiros. Usavam os ovos das galinhas que criavam e a farinha do trigo que cultivavam e depois faziam aproveitamentos de alimentos que iriam ser desperdiçados...pecado mortal! (ou como eu costumo dizer a alguns idosos, não se pode estragar comer com tanta gente a passar fome que é pecado!) 
Com ovos e açúcar como os seus principais ingredientes, estes doces não são do agrado de toda a gente. E apesar de eu adorar coisas mesmo muito doces, mesmo para mim alguns são doces demais. O doce que hoje deixo aqui é mesmo muito doce, mas comido em pequenas quantidades é muito agradável. 
Eu encontrei a receita de Migas Doces quando tinha uns 12 anos nuns recortes que a minha avó me guardou de imensas receitas e conselhos para donas de casa (daqueles tipo, como retirar nódoas de vinho tinto da nossa toalha de mesa preferida). Eu fiz a minha selecção e tenho livros cheios destes recortes que de certeza de virão a ser úteis. Esta receita já nem preciso de consultar porque há muito a sei de cor. Juntam-se 300g de açúcar, a 3 dl de água e levam-se ao lume até atingir o ponto de estrada (passando a colher de pau no diâmetro do tacho, a viscosidade do açúcar deve permitir a formação duma linha). Acrescentam-se 3 pães com 2 ou 3 dias desfeitas em pequenos pedaços e deixa-se ferver. Depois apaga-se o lume e deixa-se arrefecer um pouco. Juntam-se 6 gemas e mistura-se bem para que não talhem e leva-se de novo ao lume até as gemas cozerem. No fim deita-se numa travessa e polvilha-se com canela. 
Em minha casa este é daqueles clássicos do natal, para mim é daquelas coisas que ao longo do ano vai apetecendo comer! E sem querer ser erége, que Deus abençoe os monges e freiras que dedicaram a sua vida à oração e foram inspirados a criar estes doces! 



Um projecto antigo

Creio que toda a gente tem a sua sobremesa preferida,,,sabem?, aquela sobremesa de que de vez em quando nos lembramos e simplesmente temos que comer! Para mim essa sobremesa é o tiramissú. Ainda me lembro da primeira vez que comi um bom tiramissú...foi em Londres, num restaurante italiano minúsculo, num beco escuro que parecia ter sido tirado de um filme de mafiosos! Acho que desde essa altura não comi nenhum que fosse tão bom. De qualquer forma vale sempre a pena ir tentando. Há pouco tempo resolvi tentar fazer um, a ver como me saía. Escusado será dizer que não ficou nem perto daquela pequena maravilha que comi em Londres (espero conseguir comer um original italiano para comprovar se consegue ser ainda melhor!), mas não ficou mal de todo. Mais um vez, para mim o melhor deste doce é o contraste entre o doce creme de queijo mascarpone e ovos e a massa de palitos de champanhe embebidos em café e licor. Na receita que usei o creme fica mesmo muito doce, por isso usei brandy misturado no café para dar um contraste ainda maior. E no fim, tipo cereja no topo do bolo, polvilha-se com cacau em pó que lhe dá ainda mais um contraste! É delicioso! 


Almoço light

Apetece um almoço light e um bom exemplo disso é carne grelhada com uma bela salada! Este almoço foi um encontro de carne de boa qualidade com legumes comprados no mercado..nada mais saudável! Carne de boa qualidade que tem muito mais sabor, feita em espetadas, e legumes frescos com sabor intenso e provavelmente 10 vezes menos químicos, feitos numa bela salada. 
Para as espetadas apenas um pouco de sal antes de grelhar e depois deixar a carne ficar cozinhada sem ficar estorrada (eu não sei bem como se faz isso, foi o meu namorado que tratou dessa parte!). Para a salada usei pepino, pimento verde, pimento vermelho, cebola picada e tomate. E para tempero apenas um pouco de sal, azeite, vinagre e oregãos. Para mim é importante ter um prato colorido, com diferenças de textura e de sabor que seja quase um desafio quando estou a comer. E consegui isso com esta salada! 
E para melhorar tudo, esta excelente refeição foi acompanhada da melhor cerveja do mundo! E ainda melhor foi partilhada com o meu namorado que transforma a preparação de cada refeição num momento de diversão! 

Espero que todos se possam divertir assim tanto a preparar excelentes refeições! 

Lanche numa tarde de calor

Não fui eu que fiz, até porque este calor me tira a vontade de fazer o que quer que seja...mas num passeio, numa tarde cheia de calor não há nada melhor que um lanche bem fresco! Então, junta-se iogurte gelado com fruta e cereais e sentamo-nos numa esplanada no centro histórico de uma belíssima cidade e temos um lanche especial!

Depois de uma tarde de praia

Deitada na areia a ouvir o mar ao longe e o vento ao perto (perto demais para ser sincera), a sentir um intenso e menos do que agradável cheiro a peixe ocorreu-me uma ideia para o jantar:
"Amor, sabes o que me apetecia para o jantar?? Amêijoas!"
E foi...amêijoa à bolhão pato! É uma receita que eu faço sempre com o mesmo empenho, mas sai sempre diferente. Como em todas as receitas vai azeite, alho, as amêijoas, coentros, vinho e sumo de limão para dentro de um tacho e depois é só deixar cozinhar as ditas amêijoas. 
Hoje não foram as melhores que já fiz, ainda assim para a foto só sobraram as cascas...