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Bolo de Amora e Chocolate

Depois de meses a pensar que fim daria às derradeiras amoras restantes da aventura de final de verão que implicou muitas picadas e arranhões, foi desta! Resolvi fazer um outro bolo de amoras, desta vez com o gosto do chocolate. 
E então  foi assim: círculos de bolo de chocolate, cobertos de chocolate derretido e recheados com uma mistura de amoras cozidas com açúcar e depois trituradas com a varinha mágica e natas batidas. É um bolo fácil de fazer e até rápido. Acima de tudo...delicioso! Acho que foi um bom destino final para as tão difíceis amoras! 


Bolo de Amoras Silvestres

Continuando a saga das amoras...fiz um bolo de amoras. Um bolo em camadas de pão de ló e um creme de amoras e natas, com pouquíssimo açúcar. 
Um pequeno segredo...o bolo, ou melhor as camadas de bolo, foi de compra. Há alturas em que temos de cozinhar debaixo da pressão do relógio e não lhe conseguimos escapar. Com compromissos que vêm atrás, e pessoas a chegar pouco mais à frente, por vezes temos que encontrar atalhos e este é um que já usei no passado e, como até gostei, vou continuar a usar. Existem no mercado camadas de bolo já embaladas que servem bem o propósito quando estamos a fazer um bolo em camadas com creme. O sabor que vai sempre predominar é o do creme e as que costumo usar são bastante fofas e não prejudicam em nada o resultado final. Caseiro seria melhor???  Claro, mas a pressa é inimiga da perfeição! E depois o segredo está mesmo no creme!
E para fazer o creme batem-se 2 pacotes de natas em neve bem firme. As natas devem estar sempre bem geladas para se conseguirem bater. Por isso deixei-as no congelador uns 15 minutos e gostei desta nova técnica (coisas que se vão aprendendo com quem também escreve sobre cozinha!). Antes disso, já tinha colocado ao lume cerca de 0.5kg de amoras com 2 colheres de açúcar até fazer um xarope. Quando as amoras já estiverem cozinhadas é só triturar com a varinha mágica. Deixei arrefecer um pouco o doce das amoras e depois juntei às natas. Depois foi só montar o bolo em camadas e barrá-lo por fora. Decorei com algumas amoras inteiras e acho que nunca me senti tão orgulhosa de um bolo feito por mim! 

Apple pie

Na culinária internacional existem opções de tarde de maçã para quase todos os gostos...à excepção das pessoas que não gostam de maçã; mas também seria estúpido presumir que existisse uma opção para esses. Existe a opção mais europeia de base baixa e mais simplificada e depois existe a opção mais americana em que a maçã é o recheio de algo que se parece com um pastel gigante e que se presta a muitas lembranças daqueles que cresceram na geração American Pie!
Eu fui para aquilo que eu diria ser uma versão mais inglesa...europeia pela massa baixa e crocante e inglesa em específico porque a maçã estava parcialmente coberta por uma espécie de crumble de que eu gosto particularmente. 
A massa era massa quebrada de compra (porque eu até posso ter tempo, mas não tenho grande jeito para preparar massas), coberta por maçã reineta cortada em gomos finos que vai ao lume com açúcar louro e canela e depois é coberta por um crumble simples de manteiga, açúcar e farinha. 
Vai tudo para o forno e pronto. Não é bom para todos os gostos..mas eu até gostei. Talvez fiquem alterações a fazer para a próxima vez. 


Tarte da D. Celina

Novas receitas aparecem no nosso caminho de diversas formas. Umas vezes recorremos a livros, revistas e à internet, outras vezes idealizamos sozinhos o que desejamos fazer ou então encontramos alguém que também gosta de cozinhar e tem um monte de receitas que gosta de partilhar. Eu vou partilhando as minhas aqui, mas muitas vezes a partilha cara a cara é muito mais interessante. 
No meu trabalho cruzo-me com muitas pessoas e hoje escrevo-vos sobre uma receita que me foi dada por uma dessas pessoas. Uma tarte que nos trouxe para alegrar um longo dia de trabalho e como gostei muito pedi que deixasse a receita. E ela deixou! 
Uma tarte de leite condensado...base de bolachas e manteiga, recheio de leite condensado e gemas com umas gotinhas de limão e com um topo de merengue bem douradinho. Bastante doce! Bastante boa! Vou fazê-la muitas vezes e nunca me vou esquecer de quem me deu a receita! 

Doçaria tradicional portuguesa

Como todos devem saber, muita da doçaria tradicional portuguesa tem origem conventual. Na sua grande maioria tratam-se de receitas seculares criadas por monges e freiras e que utilizam um número bastante limitado de ingredientes. Por aquilo que já li, a doçaria conventual era confecionada com os ingredientes que estavam à disposição dos religiosos nos mosteiros. Usavam os ovos das galinhas que criavam e a farinha do trigo que cultivavam e depois faziam aproveitamentos de alimentos que iriam ser desperdiçados...pecado mortal! (ou como eu costumo dizer a alguns idosos, não se pode estragar comer com tanta gente a passar fome que é pecado!) 
Com ovos e açúcar como os seus principais ingredientes, estes doces não são do agrado de toda a gente. E apesar de eu adorar coisas mesmo muito doces, mesmo para mim alguns são doces demais. O doce que hoje deixo aqui é mesmo muito doce, mas comido em pequenas quantidades é muito agradável. 
Eu encontrei a receita de Migas Doces quando tinha uns 12 anos nuns recortes que a minha avó me guardou de imensas receitas e conselhos para donas de casa (daqueles tipo, como retirar nódoas de vinho tinto da nossa toalha de mesa preferida). Eu fiz a minha selecção e tenho livros cheios destes recortes que de certeza de virão a ser úteis. Esta receita já nem preciso de consultar porque há muito a sei de cor. Juntam-se 300g de açúcar, a 3 dl de água e levam-se ao lume até atingir o ponto de estrada (passando a colher de pau no diâmetro do tacho, a viscosidade do açúcar deve permitir a formação duma linha). Acrescentam-se 3 pães com 2 ou 3 dias desfeitas em pequenos pedaços e deixa-se ferver. Depois apaga-se o lume e deixa-se arrefecer um pouco. Juntam-se 6 gemas e mistura-se bem para que não talhem e leva-se de novo ao lume até as gemas cozerem. No fim deita-se numa travessa e polvilha-se com canela. 
Em minha casa este é daqueles clássicos do natal, para mim é daquelas coisas que ao longo do ano vai apetecendo comer! E sem querer ser erége, que Deus abençoe os monges e freiras que dedicaram a sua vida à oração e foram inspirados a criar estes doces! 



Um projecto antigo

Creio que toda a gente tem a sua sobremesa preferida,,,sabem?, aquela sobremesa de que de vez em quando nos lembramos e simplesmente temos que comer! Para mim essa sobremesa é o tiramissú. Ainda me lembro da primeira vez que comi um bom tiramissú...foi em Londres, num restaurante italiano minúsculo, num beco escuro que parecia ter sido tirado de um filme de mafiosos! Acho que desde essa altura não comi nenhum que fosse tão bom. De qualquer forma vale sempre a pena ir tentando. Há pouco tempo resolvi tentar fazer um, a ver como me saía. Escusado será dizer que não ficou nem perto daquela pequena maravilha que comi em Londres (espero conseguir comer um original italiano para comprovar se consegue ser ainda melhor!), mas não ficou mal de todo. Mais um vez, para mim o melhor deste doce é o contraste entre o doce creme de queijo mascarpone e ovos e a massa de palitos de champanhe embebidos em café e licor. Na receita que usei o creme fica mesmo muito doce, por isso usei brandy misturado no café para dar um contraste ainda maior. E no fim, tipo cereja no topo do bolo, polvilha-se com cacau em pó que lhe dá ainda mais um contraste! É delicioso! 


Mousse de banana com shortcake de chocolate

Numa onda de calor, as saladas sabem bem mas também faz falta uma sobremesa para alegrar o palato. Desta vez foi uma experiência com uma combinação de sabores que sempre me agradou: banana e chocolate! E para fazer esta delícia basta triturar 4 bananas com 1 lata de leite condensado, juntar 3 dl de natas batidas e meio pacote de bolachas shortcake de chocolate bem trituradas. Antes de comer só tem que se deixar no frio o tempo suficiente para refrescar e solidificar mais um pouco. Ah! Não esquecer de bater as natas o mais frias possível, de contrário é impossível fazê-las solidificar. Para quem quer resultados mais rápidos até há uns pozinhos no mercado que ajudam a fixar o chantilly...não usei, mas sei que andam por aí!
Enfim...sugestão de uma sobremesa fresquinha e deliciosa para um belo dia de Verão!


Sobremesa para totós

Se um dia vos apetecer uma sobremesa bem doce, que seja rápida de fazer e simples considerem esta opção. Basta preparar uma gelatina de morango e depois de ela estar sólida cortem-na aos cubos. Enquanto a gelatina solidifica prepara-se um pudim de morango instantâneo e quando estiver frio envolve-se nos cubos de gelatina. O resultado é uma sobremesa bem doce, mas fresca, pelo que não se torna enjoativa.
Agora uma pequena confidência...esta sobremesa para totós não é muito à prova desta totó que vos escreve...sou quase incapaz de preparar uma gelatina que fique bem. Por isso, conto com a ajuda do meu namorado para essa parte da preparação! Bom apetite!